A VAMOS encerrou 2024 com receita líquida consolidada de R$ 4,7 bilhões (+32,4% vs. 2023) e lucro líquido ajustado de R$ 779,2 milhões (+56,6%), após a conclusão da cisão do segmento de concessionárias. A alavancagem recuou de 3,5x para 3,3x (dívida líquida/EBITDA), com a empresa projetando capex líquido de ~R$ 2,1 bilhões em 2025. O segmento industrial apresentou EBITDA negativo e é o principal ponto de atenção no curto prazo.
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Últimas divulgações de resultados trimestrais das empresas da B3
O Grupo Casas Bahia (BHIA3) encerrou 2024 com receita líquida de R$ 27,2 bi (-5,7% a/a) e prejuízo líquido de R$ 1,0 bi, mas apresentou melhora operacional relevante: EBITDA ajustado de R$ 1,97 bi (+59% a/a), margem bruta de 30,8% (+2,9 p.p.) e melhor geração de caixa livre anual dos últimos 5 anos (R$ 976 mi). A empresa segue em processo de transformação, com alavancagem confortável frente aos covenants e liquidez de R$ 4,0 bi incluindo recebíveis.
A Alpargatas encerrou 2024 com lucro líquido de R$ 107,4 milhões, revertendo prejuízo de R$ 1,87 bilhão em 2023, apoiada por geração operacional de caixa de R$ 570 milhões e sólida posição de caixa líquido. A operação Brasil de Havaianas cresceu 11,1% em volume e atingiu margem bruta ajustada de 45,4%, enquanto a operação internacional permanece deficitária. Provisões para baixa de estoques de R$ 222,7 milhões pesaram nos resultados reportados, mas a administração avalia a composição do inventário como normalizada ao final do ano.
A Klabin encerrou 2024 com receita líquida de R$ 19,6 bilhões (+9% a/a) e EBITDA Ajustado de R$ 7,3 bilhões (+17% a/a excluindo não recorrentes), impulsionados pelo ramp-up das novas máquinas e valorização do dólar. O lucro líquido recuou 28% em relação a 2023, para R$ 2,05 bilhões, pressionado pelo resultado financeiro negativo de R$ 2,2 bilhões. A alavancagem encerrou em 3,9x Dívida Líquida/EBITDA em dólares, dentro da Política de Endividamento da Companhia, com foco em desalavancagem em 2025.
O Grupo Technos encerrou 2024 com Receita Líquida de R$400,3 milhões (+16,9% a/a) e Lucro Líquido de R$64,8 milhões (+15,3% a/a), marcando o 17º trimestre consecutivo de crescimento no EBITDA Ajustado. A empresa mantém posição de caixa líquido positivo de R$12,5 milhões (conceito gerencial) e segue comprometida com eficiência operacional e ganhos de market share em relógios tradicionais e smartwatches.
A Tegma encerrou 2024 com receita líquida de R$ 2,09 bi (+32% a/a) e lucro líquido de R$ 271 mi (+49% a/a), impulsionados pelo crescimento de 34% no faturamento da Divisão Automotiva. A empresa é credora líquida com caixa líquido de R$ 135 mi em dezembro de 2024 e distribuiu R$ 170 mi em dividendos e JCP no ano, equivalente a 66% de payout.
A Qualicorp encerrou 2024 com receita líquida de R$ 1,58 bi (-9,7% vs. 2023) e lucro líquido de R$ 15,1 mi, revertendo o prejuízo de R$ 75,4 mi em 2023. O EBITDA Ajustado atingiu R$ 680,3 mi com margem de 43,0%, enquanto a dívida líquida recuou para R$ 970,2 mi (-20,5% vs. 4T23). A empresa segue em processo de turnaround, com forte geração de caixa e redução acelerada de custos fixos.
M. Dias Branco encerrou 2024 com receita líquida de R$ 9,66 bilhões (-10,9% a/a) e lucro líquido de R$ 645,9 milhões (-27,3% a/a), pressionados pela queda de volumes e aumento de custos de commodities. A empresa mantém posição de caixa líquido de R$ 24,6 milhões negativos (dívida líquida) e rating AAA pela Fitch pelo 7º ano consecutivo. O 4T24 mostrou recuperação sequencial, com EBITDA de R$ 355,3 milhões (+55,2% vs. 3T24).
A Lojas Renner encerrou 2024 com lucro líquido de R$ 1,20 bi, alta de 22,6% a/a, impulsionada por crescimento de vendas acima do mercado, alavancagem operacional por quatro trimestres consecutivos e forte recuperação da Realize. A companhia gerou fluxo de caixa livre recorde de R$ 1,50 bi no ano, encerrando com caixa líquido de R$ 1,83 bi. Para 2025, a empresa espera desafios externos relevantes com desempenho mais moderado do setor, mas se posiciona favoravelmente após concluir o maior ciclo de investimentos de sua história.
A JSL encerrou 2024 com receita líquida de R$ 9,1 bilhões (+20% a/a) e EBITDA ajustado de R$ 1,7 bilhão (+16% a/a), consolidando novo patamar de escala acima do planejado no IPO. Lucro líquido recuou 41% para R$ 207,3 milhões, pressionado pelo resultado financeiro negativo de R$ 942,1 milhões e pela alta dos juros. A alavancagem de 3,04x Dívida Líquida/EBITDA e a estratégia de desalavancagem são os principais focos da gestão para 2025.
O IRB(Re) encerrou 2024 com lucro líquido de R$ 372,7 milhões (Visão Negócio), mais de 3 vezes o registrado em 2023, concluindo oficialmente o período de turnaround. O resultado de underwriting atingiu R$ 451,8 milhões (+191,4% a/a) e o índice combinado caiu 6,3 p.p., para 101,2%. Os índices regulatórios melhoraram significativamente, com suficiência do patrimônio líquido ajustado de R$ 894,2 milhões (183% do capital mínimo requerido).
A Iguatemi (IGTI11) encerrou 2024 com EBITDA ajustado recorde de R$ 1,02 bilhão (+11,4% a/a), superando o guidance e atingindo margem EBITDA ajustada de 77,5%. O lucro líquido ajustado somou R$ 497,5 milhões (+28,1% a/a), com vendas totais de R$ 21,2 bilhões (+12,1% a/a) e taxa de ocupação recorde de 97,7% no 4T24. A alavancagem encerrou em 1,84x Dívida Líquida/EBITDA Ajustado (pós-liquidação do CRI do RioSul).
A Hypera Pharma encerrou 2024 com Receita Líquida de R$7,4 bi (-6,0% vs 2023) e Lucro Líquido de R$1,33 bi (-19,4%), impactados pelo processo de otimização de capital de giro iniciado no 3T24. Em contrapartida, o Fluxo de Caixa Operacional atingiu R$2,54 bi, recorde histórico da companhia, com crescimento de 6,0% sobre 2023. O EBITDA das Operações Continuadas recuou 23,8%, para R$2,10 bi, com Margem EBITDA de 28,2%.
O Grupo Mateus encerrou 2024 com receita líquida de R$ 32,1 bilhões (+19,8% a/a) e lucro líquido de R$ 1,33 bilhão (+8,1% a/a), com expansão de margem bruta para 22,6% e EBITDA ajustado de R$ 2,5 bilhões (+26,2%). A alavancagem permanece baixa, com Dívida Líquida/EBITDA de 0,29x ao final de dezembro de 2024. A expansão para o Nordeste segue em maturação, com margem EBITDA da regional atingindo 6,7% em 2024, ante 5,5% em 2023.
A Metalfrio registrou receita líquida recorde de R$ 2,189 bilhões em 2024, crescimento de 11,3% a/a, e EBITDA Ajustado histórico de R$ 225,9 milhões (margem 10,3%). Apesar do sólido desempenho operacional, a empresa encerrou o ano com prejuízo líquido de R$ 22,6 milhões, pressionada por variação cambial negativa de R$ 36,2 milhões e reversão de ativo fiscal diferido de R$ 22,1 milhões. O aumento de capital realizado em 2024 reverteu o patrimônio líquido de negativo R$ 330,2 milhões para positivo R$ 434,4 milhões.
A EZTEC encerrou 2024 com recordes históricos de receita líquida (R$ 1,56 bi, +44,1% a/a) e de vendas brutas (R$ 1,9 bi), com margem bruta de 34,1% e lucro líquido de R$ 404,6 mi (+69,0% a/a). A posição de caixa líquido é positiva (empresa credora líquida), com disponibilidades de R$ 770 mi ao final do ano. Para 2025, a empresa projeta o maior volume de entregas de sua história, com R$ 2,6 bi em VGV a ser distribuído.
A Equatorial encerrou 2024 com EBITDA ajustado de R$ 10,9 bilhões (+11,3% a/a) e lucro líquido societário de R$ 3,8 bilhões (+31% a/a), impulsionados pela melhora operacional nas distribuidoras e pelo ganho de equivalência patrimonial da Sabesp. A dívida líquida para fins de covenants atingiu R$ 42,5 bilhões, mantendo a alavancagem estável em 3,3x EBITDA pelo segundo ano consecutivo. Investimentos totais somaram R$ 8,9 bilhões em 2024, com foco em expansão, qualidade e redução de perdas na distribuição.
O Enjoei encerrou 2024 com receita líquida de R$ 265,2 milhões (+36,3% a/a) e lucro bruto de R$ 148,6 milhões (+53,3% a/a), atingindo margem bruta recorde de 56%. Apesar da forte melhora operacional, a companhia ainda registrou prejuízo líquido de R$ 23,9 milhões no ano, uma redução de 55% frente ao prejuízo de R$ 53 milhões em 2023. A posição de caixa líquido de R$ 198,8 milhões (sem dívida financeira) garante solidez para execução das iniciativas estratégicas em curso.
A Eneva encerrou 2024 com EBITDA Ajustado anual de R$ 4,54 bilhões (+5,9% a/a) e resultado recorde de R$ 1,24 bilhão no 4T24, impulsionado pela aquisição de 859 MW do portfólio termelétrico do BTG e pelo Follow-On de R$ 3,2 bilhões. A alavancagem caiu para 2,42x Dívida Líquida/EBITDA, com dívida líquida de R$ 13,52 bilhões ao final do período. A empresa se posiciona para um novo ciclo de crescimento com o LRCAP-2025 e a expansão do portfólio de GNL e hubs de gás.
A Embraer encerrou 2024 com receita líquida recorde de R$35,4 bilhões (+36% a/a), EBIT ajustado de R$4,0 bilhões (margem 11,3%) e carteira de pedidos de US$26,3 bilhões — a maior da história da empresa. A posição de caixa líquido (sem Eve) ficou em R$684,6 milhões, com relação dívida líquida/EBITDA de 0,1x, e a Moody's elevou o rating para grau de investimento (Baa3). Para 2025, a empresa estima receitas entre US$7,0 e US$7,5 bilhões, margem EBIT ajustada entre 7,5% e 8,3% e fluxo de caixa livre ajustado de US$200 milhões ou maior.